Quando você procura uma cirurgiã vascular, provavelmente não está procurando apenas um procedimento.
Você quer entender porque suas pernas doem, quer saber de onde vem aquele inchaço, descobrir se os vasinhos são apenas uma questão estética ou se existe algo na circulação que precisa ser investigado.
Se você convive com lipedema, a pergunta pode ser ainda mais profunda: por que determinadas regiões do seu corpo parecem responder de maneira tão diferente ao emagrecimento, à alimentação e aos exercícios?
Outras mulheres chegam depois de um processo de emagrecimento ou de mudanças no próprio corpo, buscando cuidar da flacidez sem perder sua naturalidade.
Foi pensando em acompanhar cada uma dessas histórias de forma mais próxima e integrada que estruturei meu consultório médico especializado em lipedema, cirurgia vascular e angiologia em Santo André, reunindo avaliação, diagnóstico e diferentes possibilidades de tratamento em um mesmo espaço.
Eu sou a Dra. Soraia Helal, cirurgiã vascular, CRM-SP 81.961, RQE 45.852, e quero explicar para você não apenas o que fazemos aqui, mas principalmente porque cada tratamento precisa começar entendendo a pessoa antes de escolher a tecnologia.
Quem é a Dra. Soraia Helal?
Minha trajetória na medicina começou na Faculdade de Medicina do ABC. Depois da graduação, segui minha formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular.
Desde então, são mais de três décadas dedicadas à medicina, acompanhando de perto a evolução das possibilidades de diagnóstico e tratamento na área vascular.
Ao longo desses anos, mantive minha atualização por meio de cursos, congressos e formação contínua, incorporando novos conhecimentos e tecnologias à prática médica sempre que fazem sentido para cada paciente.
Mas o currículo, sozinho, explica pouco sobre a forma como um médico cuida.
A queixa inicia uma conversa, mas não encerra o diagnóstico
Com os anos de consultório, uma coisa ficou cada vez mais clara para mim: duas pacientes podem chegar dizendo exatamente a mesma frase e precisarem de caminhos completamente diferentes.
“Doutora, tenho varizes.”
“Doutora, minhas pernas incham.”
“Doutora, acho que tenho lipedema.”
“Doutora, emagreci, mas minha pele ficou muito flácida.”
A queixa inicia uma conversa, mas não encerra o diagnóstico.
É por isso que gosto de entender sua história, examinar, investigar e, quando necessário, utilizar exames como o
ultrassom Doppler para enxergar aspectos da circulação que não aparecem simplesmente olhando para a pele.
Só depois dessa avaliação é possível definir se existe indicação de tratamento e qual estratégia realmente faz sentido para aquele caso.
Como surgiu o consultório atual da Dra. Soraia Helal em Santo André?
Ao longo da minha trajetória, percebi que queria acompanhar mais de perto todo o caminho da paciente — da primeira consulta ao resultado do tratamento.
Não queria que você recebesse um diagnóstico em um lugar, precisasse procurar parte do tratamento em outro e perdesse, no meio desse caminho, a continuidade do cuidado.
O consultório atual foi estruturado justamente a partir dessa percepção.
A proposta é que você possa chegar com uma queixa, passar pela investigação necessária e, depois de compreendermos o seu caso, construir um plano de tratamento coerente com suas necessidades.
Isso vale para quem procura tratamento vascular, para quem precisa investigar varizes ou alterações da safena e também para mulheres com suspeita ou diagnóstico de lipedema.
Ter diferentes recursos disponíveis não significa que todas as pacientes sairão com um procedimento indicado.
Por que diagnóstico e tecnologia precisam caminhar juntos?
Eu gosto de tecnologia! A medicina vascular evoluiu muito e hoje conseguimos oferecer tratamentos que seriam bem diferentes há alguns anos.
Mas existe uma diferença importante entre ter uma tecnologia e saber quando usá-la.
Pense em três mulheres com veias aparentes nas pernas.
A primeira apresenta pequenos vasinhos superficiais. A segunda tem veias reticulares que alimentam parte daqueles vasos. A terceira tem varizes maiores associadas a refluxo de uma safena.
Visualmente, todas podem dizer: “Quero tratar minhas varizes”. Do ponto de vista médico, são três situações que podem exigir estratégias distintas.
É por isso que a tecnologia deve caminhar junto com o diagnóstico.
Primeiro entendemos a origem do problema e, depois, escolhemos qual tecnologia — ou associações de técnicas — realmente faz sentido para aquele caso.
Primeiro entender, depois diagnosticar, então decidir como tratar.
A tecnologia vem para ampliar nossas possibilidades. Ela não substitui o raciocínio médico.
Lipedema: quando o problema não pode ser resumido ao peso
O que é o lipedema?
Se você convive há anos com pernas desproporcionais ao tronco, sensibilidade ou dor ao toque, sensação de peso, inchaço ou facilidade para desenvolver hematomas, provavelmente já percebeu que simplesmente ouvir “você precisa emagrecer” não responde todas as suas dúvidas.
O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de tecido adiposo, principalmente nos membros inferiores e, em algumas mulheres, também nos braços.
Pode estar associado a dor, sensibilidade, facilidade para desenvolver hematomas e impacto na mobilidade e na qualidade de vida.
Seu diagnóstico é essencialmente clínico.
Por isso, mais importante do que olhar apenas para o formato das pernas é entender a história, os sintomas e as características de cada mulher, além de diferenciar o lipedema de outras condições, como obesidade, linfedema e alterações venosas.
Esse tema também faz parte da minha história
O lipedema não entrou na minha vida apenas pelos livros ou pelas pacientes que atendo.
Eu também precisei aprender a olhar para essa condição no meu próprio corpo.
Essa experiência me aproximou ainda mais de muitas das dúvidas e dificuldades que escuto diariamente no consultório.
Mas existe algo que faço questão de separar: minha experiência pessoal não determina o diagnóstico ou o tratamento de outra mulher.
Sua história precisa ser compreendida como única, e não a partir de uma abordagem genérica.
Como é pensado o tratamento do lipedema?
Não existe uma única receita.
O Consenso Brasileiro sobre Lipedema, elaborado com a participação de especialistas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, reforça a importância de uma abordagem individualizada e multidisciplinar.
O tratamento pode envolver acompanhamento clínico, atividade física, manejo nutricional, fisioterapia e terapia compressiva, sempre de acordo com os sintomas e as necessidades de cada paciente.
Intervenções cirúrgicas também podem fazer parte dessa estratégia, mas têm indicações específicas e precisam ser cuidadosamente avaliadas.
O objetivo vai muito além do número na balança
O tratamento busca atuar naquilo que realmente interfere na vida da paciente: reduzir dor e desconforto, controlar sintomas, melhorar mobilidade e função e, principalmente, melhorar a qualidade de vida.
E existe um cuidado que considero fundamental: não transformar o diagnóstico de lipedema em uma lista interminável de procedimentos.
O próprio Consenso Brasileiro ressalta a importância de que as terapias propostas tenham embasamento científico e alerta para a indicação de múltiplos tratamentos sem eficácia comprovada.
Cada tratamento precisa ter um motivo, um objetivo e uma indicação.
No lipedema, tratar mais não significa necessariamente tratar melhor.
O mais importante é construir uma estratégia individualizada, baseada nos sintomas, nas necessidades e no momento da vida de cada mulher.
Endolaser: quando tratar a safena não significa necessariamente fazer a cirurgia tradicional
Tratar a safena não significa necessariamente fazer uma cirurgia tradicional. Quando o Doppler identifica refluxo em uma veia safena e existe indicação de tratamento, hoje podemos, em muitos casos, utilizar técnicas minimamente invasivas.
No endolaser, uma fibra é introduzida no interior da veia e libera energia térmica, promovendo o fechamento da safena doente.
Todo o procedimento é realizado guiado por ultrassom, permitindo acompanhar o posicionamento da fibra e o tratamento da veia.
E quais são os benefícios?
Para a paciente certa, quando comparado à cirurgia convencional, o endolaser pode significar menos incisões, tratamento direcionado da veia insuficiente e uma recuperação geralmente mais rápida.
E isso não é apenas uma questão de preferência.
As principais diretrizes internacionais recomendam a ablação endovenosa para pacientes sintomáticos com refluxo axial de safena que são candidatos à intervenção; o endolaser é uma das modalidades térmicas utilizadas nesse contexto.
Mas repare que eu disse: para a paciente certa.
Porque nem toda safena que apresenta refluxo no Doppler precisa ser tratada.
Eu preciso relacionar o resultado do Doppler aos sintomas, ao padrão e à extensão do refluxo, à anatomia venosa e ao restante do exame antes de indicar qualquer procedimento.
E o endolaser tem riscos?
Tem.
Dor, hematomas e sensibilidade local podem ocorrer. Alterações de sensibilidade por acometimento nervoso, queimaduras e eventos trombóticos são complicações menos frequentes, mas precisam ser consideradas.
Por isso, o risco individual deve ser avaliado antes do procedimento.
Minimamente invasivo não significa sem risco.
Significa que temos uma técnica diferente, que pode oferecer vantagens quando é bem indicada.
Laser Transdérmico e Endolaser são a mesma coisa?
Não.
O Laser Transdérmico aplica energia através da pele e é utilizado principalmente no tratamento de vasos superficiais selecionados.
Já o Endolaser atua por dentro da veia: uma fibra é introduzida em seu interior e libera energia térmica para promover seu fechamento.
Pode ser utilizado no tratamento de determinadas veias insuficientes, como as safenas, quando existe indicação.
Laser Transdérmico: olhar para o vasinho sem esquecer o que existe por trás dele
Como o Laser Transdérmico age?
O Laser Transdérmico trabalha de fora para dentro.
A energia luminosa atravessa a pele e é absorvida preferencialmente pelo sangue dentro do vaso.
O aquecimento controlado pode promover o fechamento de telangiectasias e pequenas veias.
Esse princípio é conhecido como fototermólise seletiva.
Na prática, ele amplia bastante nossas possibilidades para tratar vasinhos e pequenas veias sem fazer incisões.
Mas existe um detalhe importante: nem todos os vasos respondem da mesma forma a uma única técnica.
Por que associar o Laser Transdérmico à Escleroterapia?
Porque as duas técnicas atuam de formas diferentes e complementares.
O laser utiliza a energia térmica para promover o fechamento do vaso, enquanto a escleroterapia age quimicamente sobre a parede vascular.
E como numa mesma região podemos ter vasos de diferentes calibres, profundidades e origens, essa associação permite uma abordagem mais ampla da rede vascular.
Assim, o tratamento pode ser mais completo e individualizado
Elleva Max: tecnologia para cuidar da firmeza e do contorno da pele
Existe outra conversa que se tornou frequente no consultório:
“Doutora, emagreci, mas minha pele perdeu a firmeza.”
Ou:
“Eu não quero mudar meu rosto, só quero recuperar um pouco da firmeza que perdi.”
É nesse contexto que entra o Rennova Elleva Max.
O que é o Elleva Max?
O Rennova Elleva Max® utiliza ultrassom microfocado com tecnologia HIFU (Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade) para entregar energia de forma precisa em diferentes profundidades do tecido.
Essa energia gera pontos controlados de coagulação térmica, desencadeando uma resposta de reparação tecidual que estimula a produção e a remodelação do colágeno.
A possibilidade de atuar em diferentes planos permite individualizar o tratamento de acordo com a região, a espessura dos tecidos e as características da flacidez de cada paciente.
Mas quero traduzir isso para você.
O colágeno é um dos principais componentes da matriz extracelular e participa diretamente da sustentação, da firmeza e da qualidade estrutural da pele.
Com o envelhecimento, as oscilações de peso e outras mudanças corporais, essa estrutura de sustentação sofre alterações progressivas.
A pele pode perder firmeza e os contornos podem se tornar menos definidos.
Você pode perceber isso nos braços, no abdômen ou nas coxas após o emagrecimento ou no rosto, quando o contorno começa a perder definição.
Quais benefícios buscamos com o Elleva Max?
Quando existe uma boa indicação, o objetivo é trabalhar o estímulo e a remodelação do colágeno, a melhora da firmeza e da sustentação da pele e a definição dos contornos, preservando uma aparência natural.
É esse ponto que considero interessante.
Você não precisa querer um rosto diferente para cuidar dos sinais do envelhecimento.
Também não precisa querer outro corpo para desejar que a pele acompanhe melhor uma mudança que você conquistou.
O objetivo não é transformar o rosto ou o corpo, mas estimular a própria resposta do tecido, buscando uma melhora progressiva da firmeza, da sustentação e da definição dos contornos.
O tratamento pode ser indicado para determinados graus de flacidez facial e corporal, inclusive após emagrecimento, desde que a avaliação mostre indicação e potencial de benefício.
O Elleva Max® pode ser usado no rosto e no corpo?
Sim.
A tecnologia permite tratamentos faciais e corporais, mas a estratégia não é necessariamente a mesma em todas as regiões.
A escolha das profundidades, da energia e dos parâmetros depende da anatomia da área tratada, da espessura dos tecidos e das características da flacidez encontradas na avaliação.
No corpo, a tecnologia Multiline permite trabalhar áreas maiores com múltiplas linhas de energia, ampliando as possibilidades de tratamento em regiões como abdômen, braços e coxas.
Mais do que escolher um procedimento, é entender o que você precisa.
Se você chegou até aqui tentando descobrir qual tratamento seria “o melhor”, quero deixar uma última ideia.
Não existe uma tecnologia que seja a melhor para todas as pessoas. Existe a tecnologia que faz sentido para aquilo que encontramos em você.
É essa forma de pensar que orienta minha maneira de cuidar.
Quando você chega com uma dúvida sobre lipedema, varizes, safena, vasinhos ou flacidez, o primeiro passo não é escolher um procedimento.
É entender o que está acontecendo.
Isso significa ouvir a sua história, examinar, chegar a um diagnóstico e compreender quais fatores realmente precisam ser tratados.
Só depois disso podemos conversar com mais clareza sobre as possibilidades: o que pode fazer sentido para o seu caso, quais benefícios podemos esperar, quais são as limitações de cada tratamento e quais riscos precisam ser considerados.
Em alguns casos, a tecnologia pode ter um papel importante.
Em outros, a melhor conduta pode ser diferente daquela que você imaginava antes da consulta.
Porque a medicina moderna não é simplesmente ter mais equipamentos ou mais tecnologias à disposição.
É saber quando, como e para quem utilizar cada recurso, com indicação adequada e respeitando as particularidades de cada paciente.
Tecnologia amplia possibilidades.
Mas é o raciocínio médico que determina quando ela realmente faz sentido.
Perguntas frequentes sobre os tratamentos da Dra. Soraia Helal
Onde a Dra. Soraia Helal atende?
O consultório fica na Av. Industrial, 780, sala 1006, Jardim, Santo André, SP, com atendimento a pacientes de Santo André e de outras cidades do ABC Paulista.
Qual médico pode investigar varizes e problemas de circulação?
O cirurgião vascular é o médico especializado na investigação e no tratamento das doenças que acometem a circulação.
A avaliação clínica e, quando indicado, exames como o ultrassom Doppler ajudam a compreender o problema e definir a melhor estratégia para cada caso.
A Dra. Soraia Helal atua como cirurgiã vascular, CRM-SP 81.961, RQE 45.852.
Como saber se tenho lipedema?
Não é possível confirmar o diagnóstico apenas por fotografias ou por sintomas encontrados na internet.
O diagnóstico do lipedema é essencialmente clínico e envolve a história da paciente, o exame físico e a avaliação de possíveis diagnósticos diferenciais.
Todo paciente com problema na safena precisa de Endolaser?
Não. Ter refluxo ou alguma alteração na safena não significa, por si só, que ela precise ser tratada.
A decisão depende dos sintomas, do exame clínico, da anatomia venosa e dos achados do Doppler.
O Endolaser é uma das possibilidades quando existe indicação de tratamento.
Conteúdo informativo. As informações desta página não substituem avaliação, diagnóstico ou indicação médica individualizada.